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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Você sabe o que é "kabuletê"?


"Kabuletê" é esse instrumento com um pequeno tamborzinho de duas faces ligado a um cabo cilíndrico. Ele tem duas bolinhas, ou sementes, presas por fios, que percutem quando giramos o cabo entre as mãos.

O "kabuletê" da imagem acima foi uma das propostas da Oficina do pessoal da Yoyo, onde também se podia aprender a fazer reco-recos, a trombeta ou vuvuzela da foto, feita de conduíte e garrafa PET, e outros instrumentos que caíram no gosto das crianças.

A oficina fez parte do III Festival Praça da Nascente, que aconteceu domingo, dia 9 de fevereiro, ali pertinho da Avenida Pompeia (São Paulo) e foi promovida pelo coletivo "Ocupe & Abrace".

A ideia é ocupar a praça com música, arte, cultura, criando bons hábitos e cuidando do espaço com o carinho que ele merece.

De fato, as praças são públicas e poderiam ser ocupadas com objetos e ações que expressem nossos melhores anseios para nossas crianças e nossa sociedade. Afinal, quem quer colher frutos de um planeta mais feliz e humanizado, precisa plantar as sementes desses frutos...

Houve também oficina de mandalas, feitas com linhas e papelão reciclado, com o Café Atelier Fazendo Arte.

O Raul e a Gabriela levaram seu projeto "Rodas de Leitura", onde quem quiser pode se deliciar com o universo dos livros infantis... Teve piquenique comunitário, muita música, comida vegetariana, enfim, um ambiente para conhecer pessoas, curtir amigos, aprender e ter contato com a arte.

O coletivo "Ocupe & Abrace" mantém no local uma horta, de que eles cuidam semanalmente, aos domingos.



domingo, 18 de março de 2012

Serra do Japi: desejos de metrópole e pensamentos provincianos




Jundiaí é a cidade onde nasci e moro, hoje quero falar sobre um problema que não é só dela...

Por Rita Foelker

A questão dos condomínios que surgem nas barras da Serra do Japi no município de Jundiaí/SP, pressionando a vida animal a se arriscar nas ruas, estradas e fios elétricos do meio urbanizado, não parece, numa primeira análise, afetar o reino dos seres humanos.
Podemos estar muito envolvidos em nossas teses sobre urbanização, nossos conceitos técnicos e posições partidárias, para enxergar outros lados da questão. E quando alguém declara que sabe o que está fazendo com nossas matas e Áreas de Proteção Ambiental (APA’s), tem uma série de argumentos a seu favor.
Pode parecer também que “o meu empreendimento”, “o meu edifício” e “o meu hotel” são muito pequenos para comprometer o equilíbrio do planeta. Além do quê, a engenharia vem concedendo segurança suficiente para irmos adiante com nossos meios de fazer dinheiro. Que mal pode haver nisso?

Muito!

O apelo à vista para a Serra do Japi serve para vender apartamentos há muitos anos. O “ar puro” e a Natureza atraem paulistanos cansados de residir na capital, cansados de viver numa cidade imensa e repleta de problemas, por ter crescido sem planejamento, ter inchado sem um pensamento sustentável e uma infraestrutura condizente como base.
Jundiaí pode caminhar para o mesmo destino. De acordo com o blog Voto Consciente, “Jundiaí, [...] que convive com problemas sérios de infraestrutura, com engarrafamentos e um sistema de transporte público que deixa a desejar, vai ganhar mais 60 mil novos moradores nos próximos quatro anos, número que era previsto para os próximos 15 anos. Uma estimativa feita com base nos processos que tramitavam em 2010 na Prefeitura de Jundiaí, de 16.694 novos apartamentos para aprovação. Sem contar com os processos de aprovação que deram entrada em 2011 e os vários prédios comerciais que apontam pela cidade”.
Se assim for, significa que estamos nos tornando uma grande cidade com todos os problemas humanos e sociais das grandes cidades, mas, além disso, ainda ameaçamos a reserva biológica e áreas de manancial nela contidas. Crescemos em número, nosso patrimônio ambiental (nossa reserva de vida) diminui! E isso só acontece porque pensamos, não com nosso cérebro ou nosso coração, mas com nosso estômago – que tudo quer digerir para nutrir exclusivamente a si mesmo, independente do quão irracional possa ser e de quem se prejudique com nossos atos.

O mundo não é uma soma de pedacinhos

Segundo denúncia publicada no Estadão, em 4 de fevereiro de 2012, ocorre em Jundiaí um “fenômeno semelhante ao que já ocorreu com a ocupação da Serra da Cantareira na zona norte da capital, nos anos 1990. No distrito do Parque Eloy Chaves, ao lado da Rodovia dos Bandeirantes, por exemplo, os primeiros prédios de 10 andares começaram a chegar em 2008 e não param de se multiplicar.”
A Associação Mata Ciliar, fundada em 1987, afirma que em cada 10 animais recebidos diariamente para cuidados, grande parte provém da região da Serra do Japi. “Os motivos são diversos: atropelamento, choque elétrico, invasão de áreas urbanas. Mas a causa é sempre a mesma: a expansão urbana desordenada” – lê-se no site da ONG.
Eis o perigo de pensar pequeno, de não entender as implicações graves de nossas atitudes. Ao pensar dessa forma estamos dentro de um círculo de raciocínios baseados numa visão fragmentada da realidade: de que algumas pessoas podem agir no mundo sem que outras sejam afetadas. Ou, ampliando mais, de que alguns seres podem agir no mundo sem que os demais seres sejam afetados. Crê-se que o Universo é uma somatória de pedacinhos, sem qualquer ligação uns com os outros, e que mexer num pedacinho não altera os outros pedacinhos nem nos afeta negativamente.
Infelizmente, essa filosofia ainda comanda nossas decisões econômicas e políticas, em muitos lugares. Mesmo que as bolsas da Europa influenciem as nossas cotações e negociações no Brasil, não usamos esse fato para compreender a interconexão entre eventos numa escala mundial. Parece que continuamos provincianos, no modo de pensar e agir.

Pensar pequeno ou grande?

Pensar de um modo provinciano, para efeito deste artigo, é olhar apenas para um pedaço da realidade, aquele que parece nos cercar imediatamente e nos influenciar com exclusividade, sem olhar para o que está no entorno, e no entorno do entorno. Mundialmente, já sofremos graves prejuízos desse modo de pensar e decidir: preconceito, exclusão, guerra, fome, escravidão e semiescravidão, aquecimento global, chuva ácida, mesmo com todas as demonstrações de que não se compromete o equilíbrio da Natureza impunemente.
O problema é que aquele que representa um partido ou uma empresa tenderá sempre a pensar de modo fragmentado. Num dado momento, ele precisará agir em função do interesse de alguns à revelia do bem estar de todos. Ou então terá de buscar outra atividade em que possa pensar na ecologia do planeta como um todo. Eis um dilema que as pessoas de nosso tempo são levadas e enfrentar. Segundo Leonardo Boff, nessa crise que o mundo vive está em jogo a continuidade da vida e o futuro da civilização: “Estimo que a origem próxima [da crise] se encontra no paradigma da modernidade que fragmentou o real e o transformou num objeto de ciência e num campo de intervenção técnica. Até então a humanidade se entendia normalmente comO parte de um cosmos vivente e cheio de propósito, sentindo-se filho e filha da Mãe Terra. Agora ela foi transformada num armazém de recursos. As coisas e os seres humanos estão desconectados entre si, cada qual seguindo um curso próprio. Essa virada produziu uma concepção mecanicista e atomizada da realidade que está erodindo a continuidade de nossas experiências e a integridade de nosso psiqué coletiva.”
Boff lembra-nos ainda, de modo muito pertinente, de que a Terra pode continuar sem nós, humanos; mas nós não podemos continuar sem ela. Eis aqui uma realidade global inescapável, muito além das visões provincianas, que não podemos evitar enxergar.

Leia mais:

sexta-feira, 2 de março de 2012

Xingu: um apelo à consciência

https://www.facebook.com/SaveXingu
A insistência de nossos governantes em levar adiante Belo Monte, não obstante o alto grau de insatisfação das populações locais e de grande segmento da sociedade brasileira com a construção da usina hidrelétrica reflete o quanto o dinheiro ainda comanda nosso mundo, mas, em geral - isto é muito grave! - não a nosso favor.
Contudo, não é apenas dinheiro e ambição que permitem aos acontecimentos tomarem este rumo. Há ainda um outro tipo de pensamento implícito nas ações que tocam o projeto adiante: a convicção ilusória da superioridade cultural e intelectual dos "brancos", com sua tecnologia, suas teorias e suas cidades, que lhes proporcionaria direitos de decidir sobre dado território que integra a ficção legal de um país, desconsiderando a realidade dos povos que sempre viveram naquele lugar.
Fronteiras entre países são convenções, não foram desenhadas por Deus. Quase sempre, elas foram traçadas em guerras, com sangue; algumas vezes foram desenhadas em mapas, do outro lado do Oceano Atlântico, sobre as mesas luxuosas de governantes que selaram pactos válidos entre os seus países e reconhecidos posteriormente pelos demais. Com algumas alterações, esta é essencialmente a ordem que criamos e à qual nos submetemos.
No entanto, quando essa mesma ordem cria oportunidade para que as decisões sejam tomadas em detrimento dos seres humanos (do meio ambiente e da própria vida) a quem ela deveria servir e proteger, quando o foco passa das pessoas aos interesses político-econômicos, como se fosse a coisa mais normal do mundo, a voz da razão e da consciência devem se fazer ouvir.
Para nós,descendentes de europeus, pode ser difícil entender que nenhuma cultura é melhor que a outra. O eurocentrismo é um termo cunhado para a ideia de que a Europa e sua cultura devam ser modelos e pontos de referência para as sociedades modernas, representando um ideal de progresso a ser alcançado por todos os grupos humanos. Desde a colonização das Américas e a insistência em catequizar os povos nativos, impondo um estilo de vida frequentemente pernicioso e problemático que chamamos de "civilizado", uma ignorância imensa faz muitos europeus e seus descendentes pensarem que têm algo pra ensinar aos povos nativos de todos os lugares, desde suas estátuas de Jesus e seu latim, até seus utensílios fabricados em série, seus carros e suas ideias de luxo, sucesso e status.
Não! Isto não é verdade!
Os indígenas vivem como querem e só querem continuar vivendo onde sempre estiveram, do modo como aprenderam a integrar-se com a Natureza. Nós, por outro lado, não aprendemos nada disso, e tentamos espalhar nossa ideologia como um vírus de computador que tende a adoecer e aniquilar tudo aquilo em que toca.
A questão que fica, então é: quem tem o direito de decidir o que é melhor? Quem criou um modo de vida falido e insustentável, com suas doenças, sua poluição, seus suicídios, seus crimes e catástrofes ambientais? Ou quem desde sempre soube ouvir e entender os ritmos da Natureza, os sons dos animais e o vento, respeitando-os como seres divinos?

Leia também o post de 05/03/12 em Xingu Vivo: OIT diz que governo violou convenção 169 no caso de Belo Monte.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quem ama, cuida!


Não deve ser difícil estabelecer o vínculo entre o sentimento de amor e a ação de cuidar. Sentimentos geram ações, e se há uma ação que o amor estimula, ela está sempre associada a cuidar, proteger e acariciar. Quem ama não saqueia, não violenta e nem quer destruir.
Ao dizer que amamos nosso planeta, agir como se não ligássemos para o que acontece com ele é uma incoerência. Mas como o ser humano é incoerente muitas vezes, pode ser que não perceba a desconexão entre seu sentir e seu agir, e use seu amor como uma espécie de admiração, ou uma promessa, ou uma esperança de que algo melhore, sem dar a sua quota de cuidado.
Leonardo Boff tem abordado um tema estritamente ligado a esta reflexão que procedemos: a ética do cuidado. Segundo o pensador afirmou, "hoje mais do que nunca se faz necessária uma ética do cuidado, porque tudo está descuidado. A cada dia cerca de 20 espécies de seres vivos desaparecem de forma definitiva dada a presença agressiva do ser humano. Ele se fez um homicida das grandes expressões da biodiversidade da vida". Esta e outras reflexões podem ser lidas na revista Planeta sustentável.
O apelo à consciência pode surgir de dois lugares diferentes: de dentro, pela conscientização que nasce do conhecimento e reflexão, e que conduz a escolher atitudes de acordo com uma ética definida; ou de fora, pela pressão dos acontecimentos e pela observação dos resultados que as ações geram no mundo e na sociedade. Por que a ética tem essa inevitável relação com a prática e nunca consegue permanecer invisível.
Ainda sobre a ética do cuidado, sugerimos para leitura o texto O nascimento de ética planetária, também da autoria de Leonardo Boff, disponível aqui, e que integra o livro Do iceberg à arca de Noé (Ed. Garamond).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O hábito de reciclar está se espalhando


O hábito de reciclar está se espalhando. Hoje fui a uma loja para procurar um presente e vi, com satisfação, que os potes feitos de garrafa de Coca-Cola, já mostrados aqui no blog, serviam de objetos decorativos e, ao mesmo tempo, continham presilhas e outros enfeitinhos para cabelo.
Reciclar um dia será natural para a maioria das pessoas, como hoje já está se tornando natural para muitos.
Fica aqui uma bonita ideia. O passo-a-passo dos potinhos está aqui. É simples, basta seguir as instruções à risca.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Quando acabarmos com o planeta, pra onde você irá?

"É preciso renunciar ao crescimento enquanto paradigma ou religião".

Daniel Quinn publicou Ismael - Um romance da condição humana nos EUA, em 1992. Aqui no Brasil, ele é editado pela Fundação Peirópolis.
Nesta obra, o autor faz uma analogia chocante de nosso modo de vida consumista-capitalista com um avião em queda. Se um avião não for construído respeitando as leis da física, ele cai. Se colocarmos peso demais dentro dele, também.
E ele faz uma grande reviravolta sobre nosso conceito de espécie humana superior a todas as outras na Terra, apontando nossos equívocos primários e nossa trajetória suicida no avião que construímos e imaginamos pilotar, mas que não pode evitar de ir para o fundo de um penhasco, a não ser...
O autor observa que um avião em queda está no ar, mas por pouco tempo. E se não sabemos que estamos caindo, podemos imaginar que voamos normalmente. (É claro que devemos ter perdido a noção de direção! Alguma dúvida?)
Esta é a situação dos seres humanos em nosso planeta.
Criamos uma bolha de crescimento econômico e, enquanto vivermos focados em crescer, esquecemos do resto, desligamo-nos do que está ocorrendo e de onde pretendemos chegar com isso. O problema é que a tendência é não ir muito longe.
O livro Pequeno tratado do decrescimento sereno de Serge Latouche (Martins Fontes) propõe uma revisão em nossos rumos e uma mudança no sentido do progresso que escolhemos trilhar.
De fato, nosso crescimento se apoia no consumo, o consumo se apoia no trabalho e desejo do consumidor de adquirir coisas, e para obtê-las trabalhamos cada vez mais, sem notar que caminhamos para o caos financeiro e a destruição do meio ambiente.
No modelo atual, a simples desaceleração do crescimento gera consequências ruins, incluindo o desemprego, a perda do poder de compra e o aumento da pobreza. O que Latouche propõe é uma espécie de "dieta" para um paciente que, ou adota a austeridade, ou não tem perspectiva de sobreviver.
E continuar pensando que os problemas se agravarão somente num futuro remoto apenas revela mais uma faceta do egoísmo que não pensa nem nos seus próprios descendentes, filhos, netos e bisnetos. Apenas em si.
Segundo o economista francês, "se tomarmos como índice do 'peso' ambiental de nosso modo de vida, sua 'pegada' ecológica em superfície terrestre ou espaço bioprodutivo necessário, obtém-se resultados insustentáveis, tanto do ponto de vista da equidade nos direitos de extração da natureza quanto do ponto de vista da capacidade de carga da biosfera. O espaço disponível sobre o planeta Terra é limitado."
Pense nisso. Ou então, tente pensar em qual avião vai pegar, quando esse aqui espatifar no chão duro da inconsciência e ambição desmedida.
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Leia a íntegra da entrevista de Latouche aqui.
Preview do livro aqui.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Flash mob - muito bom!!!



Flash mob é uma situação que ocorre num local público, onde um grande número de pessoas se reúne para realizar uma ação previamente combinada. Pode ser uma dança coletiva, por ex.
Este flash mob foi apresentado na TVA canadense. Assista e deixe um comentário!
Eis a tradução dos textos:
"A cada ano, 671.000 milhões de kg de plástico são produzidos ao redor do mundo.
A cada ano, 400 milhões de garrafas e latas não retornáveis deixam de ser recicladas em Quebec.
Existem 18 000 peças de plástico flutuando em cada km2 de oceano.
91% dos quebequenses se preocupam com o meio ambiente. E Você?"

quarta-feira, 16 de março de 2011

A vida sem sacolinhas plásticas


Agostinho Vieira, do blog Ecoverde, escreveu que em apenas seis meses de proibição de distribuição de sacolas plásticas nos supermercados de Jundiaí/SP foi possível reduzir sua distribuição em 95%. Isso corresponde a 480 toneladas de plásticos poupadas de um fim triste nos lixões, bueiros, rios etc.
Em seu lugar, o consumidor encontra sacolas biodegradáveis que são vendidas por alguns centavos, ou então ecobags de tecido.
A outra opção é usar as caixas de papelão que os próprios mercados têm disponibilizado, que sobram depois que os produtos que elas continham são expostos nas prateleiras. Enfim, é o próprio espírito da reutilização em ação.
Segundo o Mercado Ético, "A campanha 'Vamos Tirar o Planeta do Sufoco', idealizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) com o apoio da Prefeitura da cidade, Sindicato do Comércio Varejista e Câmara de Dirigentes Lojistas, mobilizou a cidade e contou com a adesão da grande maioria dos empresários supermercadistas."
Pessoalmente, quando a proibição era anunciada, confesso que fui assaltada pela preocupação sobre como seria a minha vida sem sacolinhas plásticas. Durante anos, esta foi uma comodidade proporcionada ao consumidor. Pois agora, seis meses depois, encontro-me totalmente adaptada ao novo modo de vida, e contente por colaborar com o meu planeta.
Creio que a acomodação é um problema que temos de enfrentar e resolver, afinal, não é justo que o planeta pague o preço por nossa resistência à mudança.
Entendo que outros municípios, pesando o custo/benefício da iniciativa, poderiam unir-se a Jundiaí nessa luta. Algumas cidades estão caminhando nesse sentido, como você pode ler no site da Sis Saúde, que lembra que "as sacolas plásticas demoram mais de 100 anos para se decomporem na Natureza."

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PET X Chuvas: tragédias à vista




A Folha de São Paulo do dia 12/01/11 mostrava esta imagem estarrecedora: a quantidade de garrafas PET acumuladas próximo à Usina Elevatória de Traição, na capital paulistana.
Mas ao ver esta imagem, não podemos nos limitar ao espanto, como se ela não retratasse um problema crônico de nosso estilo de vida que tem sérias consequências para milhares de cidadãos, diretamente, mas para todos nós, indiretamente.
Você costuma deixar garrafas jogadas por aí, irresponsavelmente? Você pode garantir que uma, duas ou dez dessas garrafas da imagem não foram descartadas por você?
O mundo é grande. Mas não é infinito.
Seus bens são muitos, mas não são ilimitados.
Sua capacidade de regeneração é efetiva, mas não sabemos até que ponto...
Respeitar a vida, a sociedade e a si mesmo não é questão de palavras. Mas de cuidados simples que estão ao alcance de todos nós, como reciclar plásticos e outros materiais não degradáveis.


Crédito da imagem: Juca Varella/Folhapress

sábado, 31 de julho de 2010

A Grande Ilha de Lixo, no Oceano Pacífico

O vórtice de lixo está localizado na área da Corrente Marítima do Pacífico Norte (ver mapa) e, segundo alguns cientistas, tem o tamanho do Estado do Texas. Segundo outros, sua área já estaria maior que os Estados Unidos. Os dimensões exatas são desconhecidas, e a concentração de detritos não pode ser fotografada por satélite, já que o material submerso não pode ser visto do espaço e a camada superior é constituída principalmente de partículas em suspensão, principalmente resíduos plásticos que sofrem fotodegradação, mas mantêm sua integridade molecular, ou seja, continuam sendo polímeros (e poluentes) em pequenas partículas espalhadas por larga extensão sobre a coluna de água.
Muitos destes plásticos acabam no estômago de animais marinhos (como tartarugas e peixes) e aves, chegando a provocar sua morte.
Além disso, os detritos absorvem poluentes orgânicos da água do mar. Eles podem ser comidos pelas águas-vivas, que são ingeridas por peixes maiores e têm grande possibilidade de chegar à mesa dos consumidores humanos.
O video abaixo foi produzido pela ABC News e não está legendado. Mas as imagens falam por si e não é preciso entender inglês para perceber a gravidade do problema.



Mapa: Wikipedia

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Redução de resíduos e uso racional de copos plásticos


O fato de um objeto ser descartável pode nos fazer pensar que ele deve ser jogado fora sempre, a toda hora, apenas por haver outros disponíveis e por não dever ser reutilizado.

Mas há certa ponderação a ser feita aqui. Se vamos nos demorar muito tempo num mesmo lugar de reunião, trabalho ou curso, precisamos mesmo usar um copo novo cada vez que vamos tomar água? Ou podemos usar um mesmo copo várias vezes, deixando-o reservado para nosso uso pessoal durante nossa permanência ali? Essa é pra pensar... e agir!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Uso inteligente de embalagens plásticas

Reduzir o descarte de embalagens plásticas é uma forma eficiente de diminuir seus prejuízos ambientais. Uma idéia inteligente foi colocada em prática pela marca BioWash, de uma empresa de Jarinu/SP, especializada em fabricar produtos de limpeza e cosméticos a partir da babosa (também conhecida como aloe vera).

Trata-se da linha BioWash Concentrado de limpadores multiuso, que são vendidos em frascos de 500 ml de produto concentrado, para serem diluídos em água e transformados em 20 l de limpador. A empresa vende o produto por R$18,86 o frasco, o que resulta em menos de R$0,95 centavos o litro de limpador pronto para usar. A economia é evidente e ó ambiente é beneficiado com essa matemática simples. Um exemplo que precisa ser seguido.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A responsabilidade no gerenciamento de resíduos sólidos

"Quantidades exorbitantes de novos produtos chegam ás mãos dos consumidores diariamente e, como consequência, milhares de toneladas de lixo são descartadas." O trecho abre o artigo "Sustainability and responsibilities in the management of solid waste", da coordenadora nacional do Fórum Lixo e Cidadania, Elisabeth Grimberg, trata da redução como primeiro passo do gerenciamento responsável do lixo, o qual precisa preceder as políticas de reutilização e reciclagem.
O texto faz parte do documento The challenges of democratic management in Brazil, pelo Instituto Pólis, ONG de atuação nacional dedicada a estudos, formação e assessoria em políticas sociais.
No site, você pode também adquirir ou baixar a revista Pólis, Coleta seletiva com inclusão dos catadores - Fórum Lixo e Cidadania da Cidade de São Paulo, Experiência e desafios.

domingo, 9 de maio de 2010

Animação ajuda a refletir sobre a interferência do homem no ambiente



Helene Giraud e Thomas Szabo criaram esta animação com o título Narciso, o personagem da mitologia grega fascinado pela própria imagem. Ela faz parte de uma série chamada "Minuscule", que traz como personagens insetos e aracnídeos. Você pode saber mais sobre eles no site oficial, com versões em inglês e francês.

Narciso narra as peripécias de um besouro que encontrou um espelho em seu caminho, e o espelho causou mudanças profundas em sua vida. O conteúdo é bastante rico, podendo também levar a observações importantes sobre nossos hábitos e comportamento. Mas trata-se igualmente de pensar sobre como nossa presença humana interfere no ambiente, como ela afeta a vida animal. Possíveis questões para abordar com os alunos:

  1. Essa interferência é neutra, positiva ou negativa? Por quê?
  2. Podemos dar exemplos de outras situações, só que da vida real, em que essa interferência acontece?
  3. Podemos fazer algo para que nossa presença no planeta não seja prejudicial aos seres vivos que aqui vivem junto conosco?

Sugestão ao professor: Peça aos alunos para pesquisarem na internet ou biblioteca: Quem é Narciso, na mitologia grega? Qual o significado do mito de Narciso que podemos trazer para os dias atuais?

Idade sugerida: a partir de 9 anos.

sábado, 27 de março de 2010

PET sustentável?


A Coca-Cola Brasil lançou essa semana o que está sendo considerado uma garrafa PET sustentável. Como? Segundo notícia publicada no Paranashop, entre outros sites e blogs, a Plantbottle consiste numa embalagem em que parte do petróleo utilizado na produção do plástico é substituída por etanol, o álcool produzido a partir da cana-de-açúcar.
O lançamento ocorreu no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e contou com a presença de Carlos Minc, Ministro do Meio Ambiente. A nova garrafa deve chegar ao mercado em abril.
Prós e contras
A redução da quantidade de petróleo empregada no processo de fabricação pode economizar milhares de barris. E o uso do álcool deverá favorecer a economia brasileira.
Contudo, a produção do etanol gera sérios problemas ambientais. A queima da cana-de-açúcar, a fim de facilitar o corte manual e baratear os custos para o produtor, ainda é um grave fator poluente.
Estudos revelam que a queima libera gás carbônico, gases de nitrogênio e de enxofre (responsáveis pelas chuvas ácidas), além da fuligem que contém substâncias cancerígenas. A queima provoca ainda empobrecimento nos nutrientes das plantas e causa erosão, devido aos danos à proteção do solo.
As denúncias sobre as condições sub-humanas de trabalho dos canavieiros amplia a reflexão para os aspectos sociais da produção de álcool. Leia, entre outros, O alto preço do etanol limpo e barato, publicado no jornal alemão Der Spiegel , em 2009, que qualifica o avanço da monocultura canavieira como o "tsunami verde" em nosso país. O jornal Valor Online de 12/03/2010 registra as críticas dos EUA à produção de cana no Brasil, que aparece associada a trabalho escravo, trabalho infantil e desrespeito aos direitos humanos.
Tudo isso deixa-nos com a indagação: é possível fazer PET sustentável?

terça-feira, 23 de março de 2010

Reclame por um mundo melhor!

Há algum tempo, o programa Reclame, que vai ao ar pelo canal a cabo Multishow e traz os bastidores da propaganda, lançou um desafio a 10 agências de publicidade: criar um comercial falando sobre o aquecimento global.
O resultado mostrou inventividade, variedade e, principalmente, a necessidade de tratar o problema de forma séria a responsável, isso sem precisar ser sisudo ou apelar para o velho discurso "eco-chato".
O projeto recebeu o nome "Reclame por um mundo melhor". O video abaixo, Frases, fez parte do projeto e foi produzido pela agência Age.

terça-feira, 16 de março de 2010

Reciclar não é o mesmo que reaproveitar. Evite acidentes domésticos

Reciclar significa transformar um objeto usado ou descartado em outro objeto com nova utilidade, ou num trabalho de arte. Já reaproveitar significa dar nova finalidade a um objeto sem que ele haja passado por qualquer transformação, como, por exemplo, armazenar outros líquidos em garrafas PET vazias.
Reaproveitamento pode ser uma boa ideia em muitos casos, mas certamente é má ideia reaproveitar garrafas PET para guardar substâncias como produtos de limpeza e inseticidas. As altas estatísticas de acidentes domésticos, especialmente com crianças ingerindo produtos tóxicos, servem de alerta para que não se cometam erros com consequências sérias, muitas vezes, irreversíveis. Veja alguns números no site Criança Segura.
Assista também à matéria abaixo, do UOL Mais:



Veja outras dicas específicas sobre como evitar envenenamentos no site Criança Segura. E leia sobre a prevenção de acidentes infantis no Portal da Saúde, de responsabilidade do Ministério da Saúde português.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Se liga!

O filme Avatar é extremamente bem-sucedido ao mostrar os prejuízos, violência e destruição que a ambição capitalista pode causar num ecossistema e na comunidade que ali reside. Ele apresenta também de maneira concreta e visível uma realidade: tudo está conectado. Tudo é interdependente num planeta, e precisamos de muito respeito e cuidado ao tomar nossas decisões que afetam o delicado equilíbrio que sustenta a vida.
Pense nisso ao descartar plásticos no seu dia-a-dia.
O plástico é um derivado do petróleo, usado como recurso natural, porém não renovável e altamente poluente. Segundo dados do site do WWF Brasil sobre a coleta seletiva de lixo, a reciclagem do plástico pode economizar até 90% de energia, além de gerar empregos pela implantação de pequenas e médias indústrias. Isso, sem falar que 100 toneladas de plástico reciclado evitam a extração de 1 tonelada de petróleo.
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Ah! Você pode assistir ao trailer de Avatar clicando aqui.